Importante é ouvir com o coração a sua cantoria.

Ouvir com o Coração.

Rubinho do Vale traz no sangue a musicalidade do Jequitinhonha e, desde que se revelou como cantador, em Itaobim, no 1 Encontro de Compositores do Vale do Jequitinhonha, sua voz e sua viola, Maria das Dores, se transformaram em duas grandes armas na defesa da sua terra, seu povo e sua cultura. Assim foi o seu primeiro disco, “Tropeiro de Cantigas” e acredito, assim será nos próximos discos: um cantador identificado com as coisas que canta.

Cada música desse “VIOLAS E TAMBORES” tem uma história, uma razão de ser, retratando a preocupação do cantador, como “Peneirei Fubá” que registra o cantar dos congadeiros e tamborzeiros de Minas Novas,- ou “Catrumano “, dedicada ao rubentes Idalísio Aranha, um jovem que acreditava na liberdade e teve sua vida roubada nas, águas da guerrilha do Araguaia.

Sobre Rubinho, muito que se fale será pouco. Importante é ouvir com o coração a sua cantoria, brotada das entranhas do Vale do Jequitinhonha.

Tadeu Martins.

Os comentários estão fechados.