Meu Amigo, Meu Poeta
Rubindo do Vale e Geraldinho Alvarenga
Prezado amigo, meu poeta, meu parceiro
Companheiro lá do vale dos azuis dos sertões
Você já sabe, quando o amor é verdadeiro
Desde os tempos “de primeiro” faz unir dois corações
Você é um bom cantador e seresteiro
Como a tinta e o tinteiro é você e suas canções
Conhece o melhor remédio o mais certeiro
Pra poder curar o tédio e se livrar das ilusões
Quem faz um verso não precisa de dinheiro
É a carta e o carteiro a levar suas emoções
Ê , ê , vida de amor
É sofrida, é bonita, tem espinho mas é flor ( bis )
Bom trovador para dar prova de um amor
Faz a trova e declama pra quem ama na janela
Não importa seja lá que hora for
Para aliviar a dor, cantador canta pra ela
A alegria tem sabor e tem um cheiro
Faça igual ao jardineiro oferece a flor mais bela
Meu bom vaqueiro seja o próprio mensageiro
Faz a luz de um candeeiro acender numa capela
Meu amigo, meu poeta cavaleiro
Vai correndo vai ligeiro vai cair nos braços dela