Proposição (é preciso)
Rubinho do Vale e Gides Bezerra
E preciso ser audaz
Ser capaz de não morrer
Entender o amanhecer
Ser retrato da paisagem
Mesmo em tempo de estiagem
Ter coragem pra viver
E tentar ser mais feliz
Descobrir de qual raiz
Que renasce o bem querer
É preciso ser preciso
Ser capaz de um sorriso
E sorrindo resistir
Ser viola e a festa
E voz que ainda resta
Pra cantar o que restou
De uma flor, de uma criança
Deste chão de esperança
Que o homem maltratou
É preciso ter tutano
Ter a sina de um insano
Pra lutar com lucidez
Ser o teto e ser a mesa
Ser o trigo da certeza
De outro sonho outra vez
Transbordar não se conter
Ser capaz de refazer
Tudo o que já se desfez