O trem bonito de Rubinho estaciona no Palácio das Artes
Maria Vilma de Oliveira
Estado de Minas 03/12/1998
Com o desejo de cantar todos os versos, todos os tons e todos os sentimentos, Rubinho lança o seu quarto disco “Trem Bonito”. Um disco em que o artista mostra toda sua esperança – ” Para que no ano que vem haja mais verde e mais flor”
Apesar do marasmo cultural em que chegamos, de todas as crises, “Trem Bonito” é o seu disco mais transado, com uma capa elegantemente cheia de brilho e cor através de um painel de Yara Tupinambá, fotografado por Inês Gomes.
Inaugurando uma nova fase em sua carreira, Rubinho apresenta um trabalho mais rico em ritmos e com alguma inovação instrumental. Não contentando-se apenas com sua viola “Maria das Dores, batizada por nós há anos, no início de sua carreira, quando cantar para ele era pouco mais do que uma promessa, em “Trem Bonito” ele usou teclado, flauta, sax, baixo, piano acústico e o resultado foi um disco mais melódico e tecnicamente superior aos anteriores. Quando ele certa vez, declarou que primeiramente cantou a sua terra para depois cantar outros vales e queria cantar o Brasil, provavelmente Rubinho já tinha idealizado esse disco. É Rubinho com seu mineirismo de um “Trem Bonito”.